Lesbianismo: o medo de assumir


Existe uma diferença muito grande de vivência no campo do homossexualismo quando separamos em classes gays e lésbicas.

As mulheres têm um tipo de vida mais recatado, recolhendo-se habitualmente nas suas próprias casas ou nas casas de amigos muito próximos.

O próprio roteiro da noite é muito mais frequentado pelos homens homossexuais, que assumem a sua orientação sexual de forma mais aberta.


Não é por acaso que, quando referida, a homossexualidade é imediatamente associada aos homens na percepção popular.


O submundo gay e lésbico sempre existiu, mas sem locais de encontro específica e assumidamente lésbicos. A homossexualidade feminina sempre foi vivida em grande isolamento. Devido aos condicionalismos sociais, a vivência do lesbianismo é de índole muito privada.

Será por esse motivo que ainda perdura o medo de assumir a sexualidade ou existe a possibilidade de outro tipo de medo, quem sabe o de não valer a pena?
O receio da aceitação da sociedade no âmbito familiar ou de trabalho ainda é um quesito de grande importância. As implicações futuras de preconceitos e já conhecidas das mulheres tornam-se o impulso negativo para a revelação.

Uma espécie de tabu interior, reprimido até ao limite do razoável. Ultrapassá-lo é o primeiro passo para um dia ser possível assumi-lo perante os outros. "Sair do armário", inicialmente uma expressão utilizada nos países anglo-saxónicos para definir o acto de assumir a homossexualidade, tornou-se hoje a palavra de ordem universal obrigatória que as associações de gays e lésbicas encorajam, promovendo debates, encontros e, até, em alguns casos, apoio psicológico especializado. E garantem que, fora do armário, a vida é não só mais bela como até mais fácil...

Todo tempo vemos casos diversos dessa situação, como por exemplo, no Big Brother Brasil 8 - BBB8, onde a participante Tathiana Bione assume ter beijado mulheres em rede nacional mas logo após volta atrás, recua dizendo que foi só brincadeira, não assume que gostou mas logo se concluiu que sim, uma vez que frequenta assiduamente o meio gay, está mais do que confirmada essa preferência.


Os gestos, a maneira de se portar, a preferência pelas amigas da casa ao invés do "namorado" (puro arranjo desde que o Bial cogitou a possibilidade da revelação), tudo muito claro, que nem a própria Tathiana consegue se enganar, até quando desmente seu rosto se transforma. Algumas horas bate aquele lance na cabeça de que se ela se assumisse com certeza o 1 milhão seria dela, toda a comunidade iria apoiá-la, ao passo que de outra forma vale se perguntar se para ela esse dinheiro pagaria o turbilhão de questionamentos junto a família, aos amigos e ao ambiente de trabalho.

Diante da situação complexa, resta-nos apenas respeitar até sua atitude imatura de se fantasiar de femme fatale na intenção de ludibriar a sua verdadeira personalidade mais do que desnudada na transparência de sua farsa.

Como viver se enganado? Até quando a importância em rotular e discriminar vai impedir tantas pessoas de serem felizes?

 
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